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| Vereadora Eliana Gomes -PCdoB |
Nossa crianças são o futuro da nossa nação, é obrigação do não só do Governo, mas também dos pais e/ou responsáveis de protege-las de quaisquer danos psicosociais. Mas o que acontece quando o responsável maior não faz a sua parte é um grande número de crianças prostituídas, abusadas e espancandas por aqueles que deveriam protege-las e ama-las. Os valores morais da nossa sociedade estão cada dia mais deturbados, precisamos de uma lei mais rigorosa e de punições mais severas para os responsáveis pela destruição da inocência de nossas crianças.
Pensando nisso a Câmara Municipal de Fortaleza instaurou, nesta quarta-feira (18), uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar a atuação das redes de exploração sexual infantil em Fortaleza. A CPI é de autoria da vereadora Eliana Gomes (PCdoB).
A Comissão é formada por sete membros e tem o vereador Antônio Henrique (PTN) como presidente. Eliana Gomes é a relatora. Os demais componentes da CPI são os vereadores Carlos Mesquita (PMDB), Eron Moreira (PV), Plácido Filho (PDT), Alan Terceiro (PTdoB) e Ronivaldo Maia (PT).
A comissão terá início no dia em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. “Com certeza a CPI nasce com muita força porque, há alguns anos, fizemos uma visita aos conselhos tutelares e a maioria dos conselheiros apontava para a criação de uma CPI. A partir dela teremos um novo olhar, vamos mostrar outra realidade. Essa CPI vai dar resultado, fugindo do pensamento de que CPI acaba em pizza”, afirmou Eliana.
A violência sexual contra crianças e adolescentes foi tema debatido na audiência pública que abre a Semana de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantil. O encontro debateu estratégias de combate a esta problemática. A vereadora Eliana Gomes fez parte da mesa do debate.
Segundo o presidente da Casa, Acrísio Sena, no ano de 2010, foram registrados 12.487 casos de violência sexual contra crianças em Fortaleza. “Este ano, só no primeiro trimestre, já foram 4.205 casos. E isso exige, de nossa parte, uma ação mais enérgica”, declarou Acrísio.
A identificação do agressor foi o tema central da fala do coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça, desembargador Suenon Bastos. Para ele, a sociedade cearense, quando identificar aquele que pratica o ato contra a criança, deve ter coragem de denunciar junto aos órgãos competentes.
Outro assunto abordado foi o tráfico de pessoas. Segundo a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento de Tráfico de Pessoas do Ceará, Andrea Costa “o tráfico vitima, em sua maioria, a criança e o adolescente. E tem sim, como finalidade, a exploração sexual. Principalmente aqui no Estado, onde a característica do tráfico humano é com este fim”.
Por: Rita de Cássia com informações do site da CMfor e do blog da vereadora Eliana.

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