terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Plantação de Nim pode causar desequilibrio ecológico

Alguns especialistas defendem que a espécie de planta pode ocasionar graves problemas ao meio ambiente.

Num breve passeio por nossa cidade, não é difícil se deparar com uma planta chamada Nim em praças, calçadas e canteiros centrais de avenidas. O fato da espécie crescer rapidamente, gerar sombra e ter poder inseticida faz dela uma excelente opção para serem plantadas. Porém, especialistas alertam sobre o risco do plantio indiscriminado, pois se enraizada em locais inadequados a planta pode causar um sério desequilíbrio ambiental e uma descaracterização da  paisagem, devemos privilegiar as espécies nativas do ecossistema local.

Não somos contra o plantio dessa árvore, só queremos esclarecer que existem espécies nativas que podem ser plantadas sem que a nossa paisagem mude. O Nordeste precisa manter sua origem e cultura viva, então o sabiá entre outras espécies devem ser cultivadas tanto quanto o Nim.

O NIM é uma planta originaria da Índia, introduzida no Brasil em 1982. Trata-se de uma árvore que em poucos anos, atinge mais de 10 metros de altura. Produz os primeiros frutos entre dois e cinco anos depois do plantio, nas condições do nordeste chega a produzir duas safras anuais. Desenvolve-se bem em regiões semi-áridas, por ser resistente à seca e suportar temperaturas elevadas, adaptando-se facilmente a diversos tipos de solos.

A PLANTA traz benefícios para a agricultura e pecuária. É usada na proteção natural de plantas e animais domésticos contra um grande número de pragas e doenças. controla lagartas, besouros, gafanhotos, pulgões, cochonilhas, mosca branca e pragas de grãos armazenados. É também indicado no controle de nematóides e doenças provocadas por fungos e bactérias. No tratamento de animais é usado como carrapaticida.

Como vemos, a planta tem muitas qualidades a serem exploradas, mas tudo deve ser realizado na medida certa, nada em excesso é bom  e no caso do Nim não poderia ser diferente.




Uma árvore adulta

Nenhum comentário:

Postar um comentário