Desenvolvimento Sustentável
Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir e que, não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada? Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza.
Desenvolvimento sustentável é o uso racional dos recursos naturais, é satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras. Enfim, é crescer sem destruir nem poluir a natureza.
O crescimento sem destruição dos recursos ecológicos é uma luta do Partido Verde e todo cidadão que tenha o mínimo de consciência e que se preocupa com os anos vindouros.
Algumas sugestões para o desenvolvimento sustentável
- Reciclagem de diversos tipos de matérias, papel, alumínio,plástico, vidro e borracha; - Coleta seletiva de lixo; - Tratamento de esgotos industriais e domésticos; - Descartes de baterias de celulares e de outros aparelhos eletrônicos em locais especializados, nunca devem ser jogados em lixo comum; - Geração de energia através de fontes não poluentes, por exemplo, eólica, geotérmica e solar; - Uso racional de recursos da natureza, como a água por exemplo; - Utilização de técnicas agrícolas que não prejudiquem o solo; - Combate ao desmatamento ilegal de matas e florestas; - Criação de áreas verdes em grandes centros urbanos; - Implantação nos grandes centro urbanos da técnica do telhado verde.
Essas são apenas alguma sugestões para que possamos manter o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a manutenção do meio ambiente. Crescer sem destruir é um dos grandes desafios que enfrentaremos no século XIX , teremos que descobrir um jeito de conciliar o desenvolvimento com as questões ambientais. Segundo Sachs (1993), para melhor entender a sustentabilidade em sua plenitude, é preciso olhar para o processo de desenvolvimento a partir de dimensões variadas, que analisaremos a seguir:
Sustentabilidade social: a maior preocupação é com o bem-estar humano, ao promover a cidadania e a melhora na qualidade de vida. É imperativo que não nos omitamos das questões sociais e busquemos um ideal que seria a emergência de um novo paradigma cultural que descarte o pensamento consumista.
Sustentabilidade econômica: em termos empresariais, se enaltece a Responsabilidade Social Corporativa, onde, segundo critérios econômicos, sobressai-se a necessidade de geração de emprego e renda. Auxiliando este processo, pode-se citar, segundo critérios macroeconômicos, o planejamento governamental, com vistas a diminuir os custos sociais e ambientais por meio de alocação e fluxos de recursos de maneira mais eficaz. Sustentabilidade ecológica: seria impossível pensar a sustentabilidade sem mencionar que necessitamos alcançar o correto denominador comum entre o desenvolvimento e a preservação da natureza. Para tanto, se faz necessário buscar constantemente tecnologias limpas que propiciem, desta forma, uma gestão ambiental de modo a manter a deterioração em um nível mínimo. Sustentabilidade cultural: não há que se falar também em desenvolvimento sustentável se não mantivermos a identidade cultural dos povos. É neste ponto que é possível preservar as raízes culturais dos seres humanos, propiciando e sendo um catalisador para as outras dimensões.
Portanto, falar de sustentabilidade geralmente gera inúmeras dificuldades, por ser difícil se traçar um caminho e seguir um objetivo comum. O importante é não desististirmos da nossa luta é fazer nossa parte.
Tutorial: partido verde
O Aquecimento global

O Aquecimento global é um fenómeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. O significado deste aumento de temperatura é objeto de análise por parte dos cientistas.Será devido a causas naturais ou da responsabilidade do homem? Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes de origem humana na atmosfera é causa do efeito estufa. A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos retêm uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global do planeta.
O que irá acontecer no futuro ?

Modelos climáticos referenciados pelo IPCC projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. A variação dos valores baseia-se na utilização de diferentes cenários sobre as futuras emissões de gases de estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria dos estudos tem seu foco no período até ao ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um milénio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Este facto é sustentado pela grande capacidade calorífica dos oceanos. Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo o aumento no nível das águas do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. Podem também haver alterações nas frequências e intensidades de situações de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar acontecimentos específicos ao aquecimento global. Outras consequências do aquecimento global podem ser a diminuição da disponibilidade de terrenos agrícolas, o recuo glacial, caudais dos rios muito baixos durante o verão, extinção de muitas espécies e aumento do número de doenças. Existe alguma incerteza, dentro da comunidade científica sobre o grau exato das alterações climáticas previstas para o futuro, e como essas alterações irão variar de região para região em todo o globo terrestre. Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro ou para adaptar às suas consequências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Quioto, que visa o combate à emissão de gases estufa.
Quais as consequências do aquecimento global ?

Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Têm sido observadas importantes mudanças ambientais ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias (diminuição da camada de gelo nos pólos, aumento do nível das águas do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das consequências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas mas também os ecossistemas. O aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitartis (com a possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.
Desenvolvimento Sustentável
Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir e que, não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada? Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza.
Desenvolvimento sustentável é o uso racional dos recursos naturais, é satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras. Enfim, é crescer sem destruir nem poluir a natureza.
O crescimento sem destruição dos recursos ecológicos é uma luta do Partido Verde e todo cidadão que tenha o mínimo de consciência e que se preocupa com os anos vindouros.
Algumas sugestões para o desenvolvimento sustentável
- Reciclagem de diversos tipos de matérias, papel, alumínio,plástico, vidro e borracha;
- Coleta seletiva de lixo;
- Tratamento de esgotos industriais e domésticos;
- Descartes de baterias de celulares e de outros aparelhos eletrônicos em locais especializados, nunca devem ser jogados em lixo comum;
- Geração de energia através de fontes não poluentes, por exemplo, eólica, geotérmica e solar;
- Uso racional de recursos da natureza, como a água por exemplo;
- Utilização de técnicas agrícolas que não prejudiquem o solo;
- Combate ao desmatamento ilegal de matas e florestas;
- Criação de áreas verdes em grandes centros urbanos;
- Implantação nos grandes centro urbanos da técnica do telhado verde.
Essas são apenas alguma sugestões para que possamos manter o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a manutenção do meio ambiente. Crescer sem destruir é um dos grandes desafios que enfrentaremos no século XIX , teremos que descobrir um jeito de conciliar o desenvolvimento com as questões ambientais.
Segundo Sachs (1993), para melhor entender a sustentabilidade em sua plenitude, é preciso olhar para o processo de desenvolvimento a partir de dimensões variadas, que analisaremos a seguir:
Sustentabilidade social: a maior preocupação é com o bem-estar humano, ao promover a cidadania e a melhora na qualidade de vida. É imperativo que não nos omitamos das questões sociais e busquemos um ideal que seria a emergência de um novo paradigma cultural que descarte o pensamento consumista.
Sustentabilidade econômica: em termos empresariais, se enaltece a Responsabilidade Social Corporativa, onde, segundo critérios econômicos, sobressai-se a necessidade de geração de emprego e renda. Auxiliando este processo, pode-se citar, segundo critérios macroeconômicos, o planejamento governamental, com vistas a diminuir os custos sociais e ambientais por meio de alocação e fluxos de recursos de maneira mais eficaz.Sustentabilidade ecológica: seria impossível pensar a sustentabilidade sem mencionar que necessitamos alcançar o correto denominador comum entre o desenvolvimento e a preservação da natureza. Para tanto, se faz necessário buscar constantemente tecnologias limpas que propiciem, desta forma, uma gestão ambiental de modo a manter a deterioração em um nível mínimo.
Sustentabilidade cultural: não há que se falar também em desenvolvimento sustentável se não mantivermos a identidade cultural dos povos. É neste ponto que é possível preservar as raízes culturais dos seres humanos, propiciando e sendo um catalisador para as outras dimensões.
Portanto, falar de sustentabilidade geralmente gera inúmeras dificuldades, por ser difícil se traçar um caminho e seguir um objetivo comum. O importante é não desististirmos da nossa luta é fazer nossa parte.
Tutorial: partido verde
O Aquecimento global |
O que irá acontecer no futuro ? |
Quais as consequências do aquecimento global ? |
Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Têm sido observadas importantes mudanças ambientais ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias (diminuição da camada de gelo nos pólos, aumento do nível das águas do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das consequências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas mas também os ecossistemas. O aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude; algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitartis (com a possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.
O aumento no número de mortos, desabrigados e perdas econômicas previstas devido ao clima severo atribuído ao aquecimento global pode ser agravado pelas densidades crescentes de população em áreas afetadas, apesar de ser previsto que as regiões temperadas tenham alguns benefícios menores, tais como poucas mortes devido à exposição ao frio. Um sumário dos prováveis efeitos e conhecimentos atuais pode ser encontrado no relatório feito para o "Terceiro Relatório de Balanço do IPCC" pelo Grupo de Trabalho 2. Já o resumo do mais recente, "Quarto Relatório de Balanço do IPCC", informa que há evidências observáveis de um aumento no número de ciclones tropicais no Atlântico Norte por volta de 1970, em relação com o aumento da temperatura da superfície do mar, mas que a detecção de tendências a longo prazo é difícil pela qualidade dos registros antes das observaçõe rotineiras dos satélites. O resumo também diz que não há uma tendência clara do número de ciclones tropicais no mundo. Efeitos adicionais antecipados incluem aumento do nível do mar de 110 a 770 milímetros entre 1990 e 2100, repercussões na agricultura, possível desaceleração da circulação termoalina, reduções na camada de ozônio, aumento na intensidade e frequência de furacões, diminuição do pH dos oceanos e propagação de doenças como a malária e dengue.
Outra grande preocupação é o aumento do nível médio das águas do mar. O nível dos mares está aumentando em 0.01 a 0.025 metros por década o que pode fazer com que no futuro algumas ilhas de países insulares no Oceano Pacífico fiquem debaixo de água. O aquecimento global provoca subida dos mares principalmente por causa da expansão térmica da água dos oceanos. O segundo fator mais importante é o derretimento de calotes polares e camadas de gelo sobre as montanhas, que são muito mais afetados pelas mudanças climáticas do que as camadas de gelo da Groelândia e Antártica, que não se espera que contribuam significativamente para o aumento do nível do mar nas próximas décadas, por estarem em climas frios, com baixas taxas de precipitação e degelo. Alguns cientistas estão preocupados que no futuro, a camada de gelo polar e os glaciares derretam significativamente. Se isso acontecesse, poderia haver um aumento do nível das águas, em muitos metros. No entanto, os cientistas não esperam um maior degelo nos próximos 100 anos e prevê-se um aumento do nível das águas entre 14 e 43 cm até o fim deste século. (Fontes: IPCC para os dados e as publicações da grande imprensa para as percepções gerais de que as mudanças climáticas).
Lagoa da Maraponga está desprotegida
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| lagoa da Maraponga |
Empreendimentos continuam crescendo e "cercando" a lagoa, mesmo com a APA (Área de Preservação Ambiental) tendo sido criada há 2 décadas.
"A Lagoa e seu entorno estão desprotegidos, não se sabe que lá é uma APA. Falta fiscalização rigor e controle ambiental. No terreno em que passa o sangradouro ainda tem muita área verde, não podemos perder este espaço", comenta a professora Isorlanda Caracristi, membro da Comissão de Meio Ambiente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB).
A partir de denuncias da AGB, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Fortaleza realiza visita técnica oficial na segunda-feira, dia 18, para apurar o caso. "Muitos danos já ocorreram. O leito está todo poluído, a mata ciliar destruída, canais jorrando esgoto e muita gente está morando no que era para ser um parque, bem gerenciado", critica.
A partir de denuncias da AGB, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Fortaleza realiza visita técnica oficial na segunda-feira, dia 18, para apurar o caso. "Muitos danos já ocorreram. O leito está todo poluído, a mata ciliar destruída, canais jorrando esgoto e muita gente está morando no que era para ser um parque, bem gerenciado", critica.
. O coordenador de políticas ambientais da Semam, Rafael Tomyama, reconhece as fragilidades da ocupação desta área. Não há, mesmo com a legislação da APA, um mapeamento do local e delimitações legais que possam formalmente impedir qualquer ocupação. "É uma APA de direito, mas não é de fato como é a da Sabiaguaba. Não sabemos bem onde ela começa nem onde termina. Assim, as políticas ambientais ficam frágeis", observa.
A lagoa da Maraponga é bairro histórico e de grande beleza natural, mas esconde muitas comunidades pobre e sem infra estrutura. O cenário deslumbrante desvia a atenção de problemas que ocorrem, como o lixo jogado as margens e os buracos.
A lagoa da Maraponga é bairro histórico e de grande beleza natural, mas esconde muitas comunidades pobre e sem infra estrutura. O cenário deslumbrante desvia a atenção de problemas que ocorrem, como o lixo jogado as margens e os buracos.
DESCASO
As reclamações do descaso com o local são muitas. Desde à água poluída, ao lixo acumulado deixado pelos banhistas após o lazer aos domingos, tudo é problema, explica o autônomo, Augusto Lira Mendes, 34, que mora há 12 anos no bairro.
Para ele, não adianta em nada ter leis atinentes à criação de parques e de APA´s se não houver educação ambiental e consciência do povo que frequenta o logradouro. "Até chegaram a construir um anfiteatro, uns bancos, mas tudo foi destruído, não resta nada a não ser muita sujeira e abandono. Gestores tem que centrar mais os olhos para cá, é um lugar tão lindo. Políticas de urbanização seriam muito bem vindas", comenta.
A Secretaria Executiva Regional (SER) V esclareceu que os trabalhos de limpeza das cinco lagoas, que estão em sua área de abrangência, ocorrem duas vezes ao ano. Sobre a Lagoa da Maraponga, a última ação da SER V aconteceu em outubro do ano passado e está prevista que a próxima seja realizada em junho deste ano.
As reclamações do descaso com o local são muitas. Desde à água poluída, ao lixo acumulado deixado pelos banhistas após o lazer aos domingos, tudo é problema, explica o autônomo, Augusto Lira Mendes, 34, que mora há 12 anos no bairro.
Para ele, não adianta em nada ter leis atinentes à criação de parques e de APA´s se não houver educação ambiental e consciência do povo que frequenta o logradouro. "Até chegaram a construir um anfiteatro, uns bancos, mas tudo foi destruído, não resta nada a não ser muita sujeira e abandono. Gestores tem que centrar mais os olhos para cá, é um lugar tão lindo. Políticas de urbanização seriam muito bem vindas", comenta.
A Secretaria Executiva Regional (SER) V esclareceu que os trabalhos de limpeza das cinco lagoas, que estão em sua área de abrangência, ocorrem duas vezes ao ano. Sobre a Lagoa da Maraponga, a última ação da SER V aconteceu em outubro do ano passado e está prevista que a próxima seja realizada em junho deste ano.
AÇÕES
Recuperação dos danos é demanda urgente. Integrante do Movimento ProParque, o jornalista Ademir Costa, lembra quando, em 1991, construtoras levantaram obras para edificação de 400 prédios dentro do Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga. "Tiveram que botar tudo abaixo, fizemos pressão. Hoje, a degradação está mais crescente, o bairro virou um dos mais visados de Fortaleza. Se construírem em cima do estuário, vão estrangular e matar ainda mais a Lagoa", narra.
Com o cenário atual, não se poderia, conforme o ambientalista, permitir que nada mais fosse construído às margens do riacho. "A Semam não deveria liberar nenhuma licença antes de definir melhor as delimitações da APA", reforça.
Para o Movimento ProParque, a recuperação da Lagoa deve ter como base algumas medidas como: saneamento básico das áreas de influência direta e indireta; banir práticas que favorecem os processos erosivos; conscientizar a população sobre a importância de preservar a vegetação ciliar; retirar a população das áreas de risco de inundações e promover de eventos culturais que atraiam não só a população local, mas também moradores de outros locais da cidade.
Fonte: Diário do Nordeste
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Recuperação na camada de ozônio pode aumentar aquecimento global
Acontece que o buraco causava a formação de nuvens úmidas e claras que protegiam a região antártica do aquecimento causado pelos gases de efeito estufa nas últimas duas décadas, pesquisadores afirmaram na última edição da revista Geophysical Research Letters.
O buraco na camada de ozônio, descoberto na Antártida em meados da década de 80, causou preocupação porque a camada desempenha um papel crucial na proteger os seres vivos do planeta contra a radiação ultravioleta.
Sua causa foi, em grande parte, pelo uso humano de clorofluorcarbonetos, compostos químicos usados em refrigeradores e latas aerossol que dissipam ozônio. A adoção de um protocolo internacional em 1987 fez com que muitos países abandonassem gradualmente essas substâncias, o que ajudou a camada a se reconstituir em cima da Antártida.
Para essa pesquisa, os autores do novo estudo se debruçaram sobre dados meteorológicos documentados entre 1980 e 2000, incluindo as velocidades mundiais de ventos, registradas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).
Os dados mostram que o buraco gerava ventos de alta velocidade que faziam com que sal marinho entrasse na atmosfera, formando nuvens mais úmidas. Essas nuvens refletem mais luz solar, o que ajudava a evitar o aquecimento na atmosfera antártica, dizem os cientistas. A dispersão de água do mar, causada por estes ventos, resultava num aumento nas gotículas de nuvens de cerca de 46% em algumas regiões do hemisfério sul, disse o Dr. Carslaw.
Mas Judith Perlwitz, professora da Universidade do Colorado e pesquisadora da NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA) diz questionar os resultados do estudo, embora os dados empregados pareçam sólidos.
Mesmo com a recuperação da camada de ozônio, espera-se que as emissões de gases de efeito estufa aumentem, ela disse. Assim, a professora prevê que o aumento na temperatura deva causar os ventos a aumentar sua velocidade e ter o mesmo efeito formador de nuvens que o buraco hoje tem. “A questão é ver se o vento está mais lento, o que eu duvido,” disse.
“O futuro não é determinado apenas pela recuperação da camada de ozônio,” afirma. “Nós também estamos aumentando nosso uso de gases de efeito estufa, o que aumenta a velocidade do vento ao longo do ano.”
A professora também ressaltou que o buraco na camada de ozônio não deve se recuperar completamente antes de 2060, segundo o relatório mais recente da Organização Metereológica Mundial.






