DICAS DE SAÚDE



Incontinência Urinária
                                                     
“Não distingue raça, idade, pode afetar a todos e deve ser cuidada”.

Algumas mulheres jovens afetadas por fator psicológico
A incontinência urinária é um problema comum em mulheres de meia idade, atingindo 25% das mulheres após a menopausa. É a perda involuntária de urina pela bexiga, ocorre quando a pressão da bexiga excede aquela que está dentro da uretra.

A perda involuntária de urina atua de forma devastadora na qualidade de vida da paciente e pode ser adequadamente tratada. Estima-se que existam mais de 30 milhões de mulheres incontinentes só nos EUA.

Fatores como a gravidez, o parto, o excesso de peso podem enfraquecer os músculos da pelve.

Existe também a incontinência urinária infantil e juvenil ( enurese ) relacionados a fatores orgânicos e emocionais. A enurese só é vista como uma dificuldade a ser tratada quando a criança tem mais de cinco anos, faz chichi na cama duas ou mais vezes por semana durante pelo menos três meses.


Entenda o processo de micção:

A micção é controlada por nervos e músculos do sistema urinário, o trato urinário inclui:

Sistema Urinário
RINS: filtram o sangue e excretam os produtos finais do metabolismo do corpo.
URETERES:  tubos que conduzem a urina dos rins a bexiga.
BEXIGA:  saco que serve como reservatório da urina.
URETRA: tubo que conecta a bexiga ao interior do corpo.

Quando você não está urinando, os músculos mantém o tubo uretral fechado. Pequenas quantidades de urina são continuamente esvaziadas na bexiga pelos ureteres e a cada 10 a 15 segundos. Logo, a urina acumula na bexiga e quando a bexiga fica cheia, o cérebro envia sinais para os músculos da bexiga se contrair e os músculos da uretra se relaxar, permitindo então, ocorrer a micção.

A incontinência ocorre quando o estoque e o esvaziamento da bexiga não funcionam de uma maneira coordenada. Essa falta de coordenação entre os processos de estoque e esvaziamento é devido ao mau funcionamento dos nervos é músculos da bexiga ou uretra.


Tipos de incontinência urinária:

         Bexiga hiperativa ou de urgência: vontade de urinar, e a pessoa não consegue controlar chegando a se urinar antes de chegar ao banheiro. Processo inicial anterior ao ato de urinar.

         Incontinência por esforço: afrouxamento muscular do esfíncter uretal; o paciente perde urina ao fazer qualquer esforço como tossir, espirrar, levantar-se de sentado para em pé.

         Incontinência mista: resulta da combinação destas duas situações.

         Gotejamento pós-miccional - Causado em parte por disfunção do esfíncter.


Como se tratar ?

O tratamento vai depender do tipo e das causas da incontinência urinária.

      Inclui medidas gerais identificando as possíveis causas da perda de urina, tais como:
 
         Perder peso;
         Parar de fumar para diminuir a tosse crônica;
         Tratar a constipação.


      O alivio dos sintomas pode ser conseguido:
 
         Com alguns medicamentos específicos;
         Com a fisioterapia de exercícios para o assoalho pélvico (pode melhorar até 75% dos sintomas);
        O uso de cones vaginais com pesos diferentes.


            Esses tipos de medidas são tidas como um bom meio para tratar o prolapso vaginal e prevenir o prolapso uterino nas mulheres. Pode-se realizar o tratamento da incontinência urinária, tanto nos homens como nas mulheres e em crianças, sempre observando os fatores e as causas. Nos casos de crianças e jovens o fator psicológico é muito comum, recomenda-se procurar um psicólogo.

Exercício para o assoalho pélvico
É certo que, com o envelhecimento, homens e mulheres ficam mais expostos a esse tipo de problema, devido a fatores distintos que levam a mesma queixa. Comumente ouve-se que perder urina na terceira idade é normal, e que faz parte do envelhecer. Entretanto essa afirmação é enganosa. Perder urina pode ser considerado até comum no idoso, mas não é normal, e merece atenção médica. 1


Com o aumento progressivo da expectativa de vida deve-se investir em intervenções e abrir possibilidades para um envelhecimento saudável. Afinal, “não basta dar anos a vida é necessário dar vida aos anos”2

Por Dra Rita de Cássia – Fisioterapeuta
1 Chistine Ploger, fisioterapeuta
2 Frase do Romance de Roberto Pelegrino “O Caminho de Davi”, 2008 - Giz Editorial.

  OSTEOPOROSE EPIDEMIA SILENCIOSA DO SÉCULO



"A saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo." (Cícero )

Osteoporose é definida como uma doença sistêmica progressiva que leva à uma desordem esquelética, caracterizada por força óssea comprometida,  predispondo a uma aumento do risco de fratura.


A osteoporose é considerada pela Organização Mundial de Saúde ( OMS ) como a “ Epidemia Silenciosa do Século “, e atualmente um problema de saúde pública no mundo inteiro devido ao aumento na expectativa de vida das populações.É uma doença de grande impacto devido sua alta prevalência e grande morbimortalidade. Afeta indivíduos de maior idade, de ambos os sexos, principalmente, mulheres na pós-menopausa, que também apresentam mais fraturas.

No Brasil, somente uma a cada três pessoas com osteoporose é diagnosticada e, dessas, somente uma em cada cinco recebe algum tipo de tratamento, com uma taxa anual de aproximadamente 100 mil fraturas de quadril. Cerca de 10 milhões de brasileiros (as) sofrem de osteoporose e 24 milhões de pessoas terão fraturas a cada ano, sendo que 200 mil indivíduos morrerão como conseqüência direta de suas fraturas.

As fraturas de corpos vertebrais e de quadril são as complicações mais graves. A mortalidade das pessoas com fratura de quadril é de 10 a 20% em seis meses. Do restante, 50% precisará de algum tipo de auxílio para deambular (caminhar) e 25% necessitará de assistência domiciliar ou internação em hospitais. Custando milhões aos cofres públicos, se metade desse dinheiro fosse usado na prevenção da osteoporose, sobraria mais para  ser usado em outras ações e serviços de saúde.

Uma forma óssea adequada nas duas primeiras décadas de vida é fundamental para se evitar a osteoporose, sendo que o pico de massa óssea é atingido entre a adolescência e os 35 anos de idade, sendo 20 a 30% maior nos homens e 10% maior nos negros. A genética contribui  com  cerca de 70% para o pico de massa óssea, enquanto o restante fica por conta da ingestão de cálcio, exposição ao sol, exercícios físicos e época de purberdade – aproximadamente 60% de massa óssea são formados durante o desenvolvimento puberal. Alguns anos após a formação óssea máxima, inicia-se uma redução progressiva, com uma perda média de 0,3% para o homem e 1% para as mulheres. Na pós-menopausa ocorre a diminuição acelerada da massa óssea, que pode ser até 10 vezes maior do que observada no período de pré-menopausa.


Fatores de risco para a osteoporose:

- Sexo feminino;
- Baixa massa óssea;
- Raça branca ou asiática;
- Amenorréia primária ou secundária;
- Idade avançada em ambos os sexos;
- Baixa ingestão de cálcio, alta ingestão de sódio;
- Menopausa precoce  ( antes dos 40 anos) não tratada;
- Alta ingestão de proteína animal;
- Uso de corticóides;
- Sedentarismo, tabagismo e alcoolismo;
- Alto consumo de xantinas (café, refrigerantes à base de cola, chá preto ).

É fundamental a história clínica minuciosa com investigação dos fatores de risco para a osteoporose e para as fraturas. Deve-se considerar a avaliação de mulheres na pós-menopausa que apresentam um ou mais fatores de risco citados anteriormente e após os 65 anos indepedentemente de presença dos fatores de risco.

A osteoporose é uma doença assintomática, e geralmente o primeiro sinal é a fratura, que representa o agravamento da doença, senda as mais freqüentes as da coluna lombar, colo do fêmur e 1/3 médio do rádio. A maioria das fraturas são causadas por quedas, as quedas representam um grande problema para as pessoas idosas por serem suscetíveis a lesões devido a fragilidade dos seus ossos e músculos. Devemos tomar cuidado com os riscos domésticos pois a maioria das quedas acidentais ocorrem dentro de casa ou em seus arredores.


Riscos domésticos para queda

- Presença de tapetes pequenos em superfícies lisas;
- Carpetes soltos ou com dobras;
- Pisos escorregadios;
- Degraus de escada com altura ou largura irregulares;
- Uso de chinelos, sapatos desamarrados ou mal ajustados;
- Má iluminação;
- Cadeiras, camas e vasos sanitários muito baixos;
- Cadeiras sem braço.


Para se fechar um diagnóstico preciso se faz, necessário eliminar outras causas que podem produzir a perda de massa óssea. Durante a avaliação deve ser feita o exame físico, deve ser pedido exames laboratoriais como o hemograma completo, dosagem  de cálcio e fósforo, entre outros. Em homens com osteoporose deve-se avaliar as possibilidades de hipogonadismo, com  as dosagens de testosterona.

No diagnóstico por imagem , são utilizadas radiografias e a densitometria óssea que é o exame de referência para o diagnóstico da osteoporose. Por ser um exame muito caro na saúde pública (SUS) é realizado apenas em paciente considerados com alto risco de fraturas.

Prevenção e tratamento da osteoporose


Evidências sugerem que, se medidas preventivas forem adotadas, a incidência de osteoporose pode cair dramaticamente.


O tratamento inclui alimentação saudável, atividades físicas, exposição solar, além de medidas preventivas de queda e medicamentos ( terapia hormonal ).

O tratamento da osteoporose é de longa duração, e de alto custo para os cofres públicos. É preciso incentivar a prática de uma vida mais saudável e inserir na vida do brasileiro o método de medicina preventiva e não curativa. Para isso, seria necessário uma campanha de conscientização das pessoas para cuidar da sua saúde o mais precoce possível. Permitindo o envelhecer com saúde.


Por Dra Rita de Cássia
Fonte: Caderno de atenção básica – Ministério da saúde.



ERGONOMIA E DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO.

“ A saúde,primeira dádiva do ser humano ao nascer é posteriormente o primeiro bem a ser abandonado enquanto escala de valores.” ( Vieira, 1996 ).

            Se você não souber o que é ergonomia, não se preocupe. A grande maioria das pessoas também não conhece essa palavra.

            Ergonomia não é um ramo misterioso da ciência, fora da compreensão do homem comum. Aliás, a ergonomia talvez seja uma das tecnologias mais antigas que o ser humano utilizou para conseguir sobreviver. Um homem primitivo, ao escolher um porrete com peso e dimensões mais adequados à sua força e ao comprimento dos seus dedos, sem saber, estava aplicando os princípios básicos da ergonomia.

            Como você pode perceber a Ergonomia é um conjunto de conhecimentos destinados a aperfeiçoar as relações de homem com as máquinas. Através desses conhecimentos a ergonomia adapta os produtos criados por eles as características humanas. Na verdade, o homem é geralmente forçado a se adaptar com grande sacrifício, a produtos e situações, no trabalho e fora dele, que não levam em consideração as suas possibilidades e necessidades.

            E embora a ergonomia se aplique a todas as atividades humanas vamos falar nesse texto apenas das situações de trabalho. Infelizmente, apesar do progresso tecnológico dos nossos dias, muitos dos objetos utilizados em nosso meio exigem um grande esforço de adaptação dos seus usuários ou operadores. A ergonomia estuda quais as maneiras corretas que o homem utiliza sua força.  Ou seja, quais os limites máximos para  aplicar a  força numa direção, e qual a extensão do movimento compatível com a parte do corpo que  utiliza: braços, pernas, pés, tronco, etc. Se isso não ocorrer esses esforço repetidos de maneira errada podem causar  danos a estrutura física como as doenças laborais conhecidas como LER / DORT, até à acidentes de trabalhos mais graves que as vezes levam a invalidez e dependendo do local de trabalho morte de muitos indivíduos.

Para quem não sabe LER (lesão por esforços repetitivos ) ou DORT (distúrbio  osteomusculares relacionadas ao trabalho) são doenças caracterizadas pelo desgaste das estruturas músculo esqueléticas que atingem várias categorias profissionais. Entre essas doenças destacamos as tendinites, bursites, sinovites, síndrome do túnel do carpo, entre outras.

As queixas mais comuns da LER/DORT são:

- Dor localizada ou irradiada;
- Desconforto;
- Fadiga;
- Formigamento;
- Dormência;
- Sensação da diminuição de força;
- Choque nos membros;
- Enrijecimento muscular.

 Para realizar o diagnóstico da LER – DORT,  buscamos dados por meio da história clínica, levando em consideração as atividades realizadas pela pessoa tanto no trabalho, quanto no lazer. Em seguida realiza-se um exame físico geral, dedicando especial atenção aos locais afetados. Exames complementares podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico.

               Vendo que a cada dia aumenta mais e mais o uso de aparelhos eletrônicos nas tarefas diárias de trabalho e lazer, especialistas na área de ergonomia e saúde criaram formas de melhorar a convivência entre homem e máquina. Foram criados assim os exercícios laborais que devem ser realizados apenas por profissionais de Educação física ou Fisioterapeuta, muitas vezes dois profissionais atuam em conjunto, promovendo uma abordagem mais completa e direcionada ao problema.
               Os exercícios laborais geram grandes benefícios a saúde física, mental e social do trabalhador. Gerando uma melhora da qualidade de vida e na capacidade de concentração no trabalho, diminuindo o absenteísmo e prevenindo a LER / DORT.
               Devemos lembrar que as pessoas que ficam horas em frente ao computador em suas casas também são suscetíveis a esse tipo de lesão e devem tomar algumas medidas preventivas, para não sofrer problemas futuros.
               Percebesse o quanto é necessário a união de várias ciências para combater  as causas dessas doenças. Mas não existe formula mágica e apesar de termos criado tantos recursos para tentar amenizar os problemas relacionados as atividades laborais, e de lazer dos indivíduos , ainda nos deparamos  com inúmeros outros desafios que surgem entre a relação homem x máquina.

ALGUNS EXEMPLOS  DE EXERCÍCIOS:

Obs: Exercícios não devem ser praticados sem a supervisão de um profissional qualificado.

Por Dra Rita de Cássia Martins - Fisioterapeuta